terça-feira, 26 de setembro de 2023

Como faço para não me aborrecer?

As pessoas são diferentes, e nem sempre é fácil conviver com elas. Algumas falam demais, outras são ignorantes, outras são indiferentes. Algumas mentem, outras caluniam, outras te fazem sofrer. Você pode se sentir irritado com elas e perder a paciência.

Mas eu conheço uma história muito legal que pode te ajudar a lidar com isso. É sobre um mestre e seu discípulo, que estavam batendo um papo no jardim. O mestre era um cara muito zen e sábio, e ele deu um conselho para o discípulo, que vivia se aborrecendo com as pessoas. Ele disse:

“Viva como as flores!”

O discípulo não entendeu nada e perguntou o que isso queria dizer. O mestre então apontou para os lírios que cresciam no jardim e explicou:

“Elas nascem no esterco, mas são puras e perfumadas. Elas aproveitam o que é bom e saudável do adubo fedorento, mas não deixam que o mau cheiro da terra suje a beleza de suas pétalas. É justo se preocupar com os próprios erros, mas não é inteligente deixar que os defeitos dos outros te incomodem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há motivo para aborrecimento. Pratique, então, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.”

E essa é a moral da história: cada um tem a sua natureza, e não podemos mudar os outros. As pessoas são como são, e nós temos que aceitar isso. Mas nós podemos mudar a nós mesmos, e escolher como vamos reagir ao que nos acontece. Podemos nos deixar contaminar pelo mal dos outros, ou podemos nos inspirar no bem das flores. Podemos nos aborrecer com as pessoas, ou podemos perdoá-las e ajudá-las.

E você, como você vive? Você vive como as flores ou como o esterco? Você é capaz de ver o lado bom das coisas ou só reclama de tudo? Você se irrita com as pessoas ou as trata com amor?

Pense nisso e tente ser uma pessoa mais feliz a cada dia. Afinal, como diz o ditado: “quem planta flores, colhe perfume”. 😉 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A Fraqueza do Dogma sob a Lupa da Razão: O Legado de Bertrand Russell

  Há um certo conforto na ilusão, uma calmaria que atrai a mente humana para as respostas fáceis. O universo é vasto, indiferente e, muitas ...