David Benatar, filósofo antinatalista, argumenta que trazer filhos ao mundo é sempre um erro moral. Seu ponto central é a assimetria dor-prazer: a dor é intrinsecamente ruim, e sua ausência é boa. Já o prazer é bom, mas sua ausência não é ruim para quem não existe. Assim, ao procriar, garantimos que um novo ser experimentará sofrimento, inevitável na vida.
Por outro lado, ao não procriar, evitamos esse sofrimento sem prejudicar ninguém, pois inexistentes não são privados de prazer. Benatar vê a procreação como um risco moral questionável, já que o sofrimento é garantido, enquanto o "benefício" do prazer é incerto e irrelevante para quem não existe. Essa visão radical desafia as normas sobre reprodução, gerando debates sobre o valor da vida e acusações de pessimismo.
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