"Meus amigos, sentemos e usemos, por um momento, aquela fantástica ferramenta que nos separa das amebas e nos permite construir pontes, curar doenças e, sim, enviar foguetes ao espaço: a razão. É com essa lente da sobriedade que eu lhes pergunto: em pleno século XXI, por que ainda vemos tantos adultos, supostamente racionais, abraçando com fervor contos tão fantásticos quanto os de fadas e duendes?"
"Imagine, se quiserem, que eu lhes apresentasse uma nova e maravilhosa crença. Eu lhes diria que, em algum lugar invisível, existe um Unicórnio Rosa Invisível. Sim, rosa e invisível ao mesmo tempo. Ele é o criador de tudo, é claro, e influencia cada aspecto de nossas vidas, embora, curiosamente, não deixe nenhuma evidência de sua existência. Se você questionar, direi que é preciso ter 'fé' – uma virtude curiosa, que parece ser inversamente proporcional à evidência."
"Vocês provavelmente ririam, e com razão! Me chamariam de tolo, de charlatão, talvez até me internariam preventivamente. E ainda assim, essa minha proposição do Unicórnio Rosa Invisível, por mais ridícula que soe, é logicamente idêntica à espinha dorsal de algumas das religiões mais populares do planeta."
"Pensem no Deus Cristão, essa entidade onipotente, onisciente e, aparentemente, com um gosto peculiar por sacrifícios de sangue e regras arcaicas sobre vestimentas e comportamentos sexuais. Onde estão as evidências empíricas e verificáveis dessa divindade? Ah, sim, 'textos sagrados' – coleções de escritos antigos, contraditórios e reinterpretados ad nauseam para se adequarem a agendas morais em constante mutação. Textos tão 'sagrados', aliás, que foram compilados e editados por humanos, com todos os seus vieses e limitações."
"E que dizer de Jesus Cristo? Um homem que, supostamente, realizou milagres dignos de um mágico de palco, ressuscitou dos mortos (como um zumbi chique!) e ascendeu aos céus em um espetáculo digno de Hollywood. Tudo isso, é claro, sem uma única filmagem em vídeo de alta definição, ou mesmo um relato minimamente confiável e independente. Mas não se preocupem! Temos 'fé'! A fé, essa conveniente ferramenta que nos permite acreditar em qualquer coisa, por mais absurda que seja."
"É como acreditar em duendes que escondem seus pares de meias, ou em fadas que trocam os dentes de leite por moedas. São histórias reconfortantes para crianças, talvez, mas deveriam ser abandonadas na infância, junto com o Papai Noel e a cegonha. No entanto, por alguma razão obscura, a crença em um 'Papai Noel Cósmico' que nos julga e nos pune eternamente ainda goza de uma popularidade assustadora."
"E não me venham com a ladainha da 'espiritualidade' ou da 'necessidade de sentido'. Podemos encontrar sentido na beleza do universo real, na maravilha da ciência, na profundidade da filosofia secular, na arte, na música, no amor humano – em tudo aquilo que é tangível, verificável e enriquecedor para nossa existência neste mundo, e não em promessas vazias de um paraíso imaginário."
"Então, da próxima vez que alguém lhes falar sobre a 'palavra de Deus', sobre 'milagres' ou sobre a 'importância da fé', lembrem-se do Unicórnio Rosa Invisível, do Monstro de Espaguete Voador e dos duendes travessos. Perguntem-se: qual a diferença real entre essas crenças e a fé religiosa? A resposta, meus amigos, pode ser mais iluminadora – e perturbadora – do que vocês imaginam."
Perdi tudo no "zumbi chique" kkkkkkkk
ResponderExcluirkkkkk
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